O Campeonato Nacional de Motocross chegou a meio na prova de Casais de S. Quintino que se disputou no passado fim-de-semana. A imponente pista da zona Oeste apresentou-se ao seu mais alto nível, exigindo muito dos pilotos e máquinas no seu traçado rápido e duro e juntando muito público num espectáculo de topo.
A evolução de Sérgio Pita continua a crescer, com o jovem piloto de Ponte de Sôr a conseguir ser cada vez mais rápido com a Suzuki RMZ 450. Pita sente-se mais confiante e à vontade com a moto maior, graças ao treino e aos pequenos ajustes que vão sendo feitos pela equipa e isso vê-se pelos resultados. Sérgio começou com um excelente nono lugar na primeira manga de MX1, mas viria a melhorar mais na manga final, a de Elite. Pita aproveitou-se da tracção dos pneus Sava para arrancar no segundo lugar e aí se manteve durante algum tempo, acompanhando o ritmo dos pilotos mais fortes durante muito tempo. O piloto da Motorace viria a descer alguns lugares, terminando num brilhante nono lugar da Elite e sétimo de MX1, o que lhe deu a mesma posição na geral das duas mangas e mantendo o sétimo posto no campeonato da classe e subindo de 21º para 13º no campeonato Elite com esta excelente prestação. Para Pita «Este foi um dia excelente e mesmo com estas subidas e descidas com tanta velocidade, a minha RMZ 450 com o escape FMF conseguia acompanhar as motos oficiais. Senti-me ainda mais confiante com a moto, e os pneus Sava deram-me tracção neste piso escorregadio. Quero melhorar ainda mais!»
Edgar Almeida voltou a sofrer algumas quedas, principalmente na última corrida do dia com a pista mais degradada, mas o piloto de Torres Vedras nunca baixou os braços, sendo recompensado com o terceiro lugar final no Troféu Suzuki onde subiu para quinto na tabela de pontos e se aproximou dos rivais mais próximos.
Mais habituado a pisos macios, Vítor Simões voltou a ser o único representante da Motorace em MX2, mas uma queda na primeira manga fez com que terminasse apenas no 28º lugar e fosse obrigado a alinhar na repescagem para tentar o apuramento para a Elite. Um mau arranque numa manga de apenas dez minutos de ‘tudo-ou-nada’ dificultou as coisas e Vitor ficou de fora da final do dia por apenas uma posição.
Tomás Salgado juntou-se à equipa nesta ronda apenas para rolar, aos comandos de uma das RMZ 450 preparadas pela equipa. A falta de treino condicionou os resultados, mas a potência da RMZ com o escape FMF potenciou o ‘holeshot’ na repescagem onde conseguiu o apuramento para a Final, conseguindo terminar em nono do Troféu Suzuki no fim de um dia ‘duro’.
A pista de Águeda será o palco da próxima prova, a disputar já no dia 8 de Maio.
